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Embora o período tenha começado com alívio para os ativos brasileiros, principalmente para a taxa de câmbio, a semana acabou sendo marcada por uma tendência altista. A elevação nos preços do petróleo e o aumento das incertezas políticas e fiscais no Brasil foram os principais motivos dessa aversão ao risco. Lá fora, a sinalização mais dura do Banco Central americano sobre o comportamento dos juros voltou a favorecer o dólar e, no Brasil, o ambiente eleitoral continuou no radar, aumentando a sensibilidade do câmbio aos ruídos políticos e fiscais. O petróleo também trouxe volatilidade, alternando movimentos de alta e baixa conforme as notícias sobre o conflito no Oriente Médio. Por fim, o real terminou ligeiramente pressionado, apresentando praticamente a mesma variação de outras moedas emergentes.

Já a curva de juros teve uma semana de ajustes, com a parte curta ainda refletindo a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes, enquanto os vencimentos mais longos permaneceram mais sensíveis à inflação e ao cenário fiscal. A ata do Copom reforçou a leitura de que a Selic pode continuar sendo reduzida, mas sem indicar uma mudança mais acelerada da política monetária. Na quinta-feira, o Relatório de Política Monetária trouxe um tom também cauteloso: o Banco Central reduziu a projeção de crescimento de 2026 para 1,8% e manteve a estimativa de inflação em 5,2%. Ao mesmo tempo, a autoridade elevou de 79% para 90% a probabilidade de a inflação superar o teto da meta neste ano e o IPCA-15 de setembro ficou no teto das estimativas. O resultado foi uma curva ainda elevada, apesar do espaço para novos cortes na Selic.


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