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O real teve uma semana marcada por menor volatilidade, com a cotação oscilando ao redor de US$/R$5,15 e alternando momentos de alta e baixa ao longo dos pregões. O ambiente externo continuou ditando boa parte desse comportamento, com investidores atentos aos dados de inflação dos Estados Unidos e às sinalizações sobre os próximos passos do Fed. No cenário doméstico, a manutenção de juros elevados segue dando algum suporte ao real, enquanto as incertezas fiscais e políticas continuam limitando uma valorização mais consistente da moeda. O cenário geopolítico permaneceu no radar, especialmente diante das novas sanções dos EUA ao Irã. No balanço da semana, portanto, o câmbio ficou praticamente de lado, em um movimento de acomodação após a maior volatilidade observada no início do mês.

A curva de juros, por sua vez, teve uma semana mais movimentada, embora sem direção muito definida. O destaque doméstico foi o IPCA-15 de agosto, que veio abaixo das estimativas e levou a inflação acumulada em 12 meses para 4,24%, abaixo do teto da meta, reforçando a percepção de alguma melhora no curto prazo. Ainda assim, a composição do índice sugere cautela, já que parte relevante da deflação veio de efeitos pontuais. Com isso, o resultado não foi suficiente para provocar uma queda mais firme dos juros futuros. Ao longo da semana, o mercado também acompanhou o ambiente externo, principalmente os dados de inflação dos EUA e as expectativas em torno do Fed. No balanço, a curva terminou ligeiramente abaixo da semana anterior, com os investidores ainda buscando sinais mais claros sobre o espaço para eventual flexibilização da política monetária.


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