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Embora nossa taxa de câmbio tenha se valorizado ao longo do período, o ambiente continua sendo de cautela. Por um lado, o Brasil continua se favorecendo do diferencial de juros com os EUA, oque contribui para o ingresso de fluxo de capitais no país e, consequentemente, para a queda do dólar por aqui. Por outro lado, os ruídos fiscais seguem elevados, sobretudo por conta de discussões em torno de medidas para elevar a arrecadação, sem menção sobre corte de gastos. Em paralelo, o governo americano segue em greve e Trump voltou a ameaçar com novas tarifas. Ou seja, mais do mesmo para contar por que nossa taxa de câmbio permanece em nível elevado!

A curva de juros, por sua vez, continua mostrando tendência tímida de desaceleração e permanece em níveis acima de 2 dígitos, tanto para os prazos mais curtos, quanto para os longos. Embora os indicadores mais recentes de inflação, bem como as expectativas para os próximos anos, tenham mostrado algum alívio, o Banco Central (BC) mantém seu discurso mais duro. A sinalização é de que a Selic permanecerá em 15% a.a., pelo menos até o final de 2025, já que o BC entende que o cenário ainda é incerto e o balanço de riscos para a inflação futura pesa do lado negativo. Assim, a curva de juros vem refletindo principalmente essa visão do Banco Central.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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