Acesse o novo internet bankingacesse sua contaabrir conta
Relatórios de economia
11/9/2026

Semana em Gráficos - 28/08 a 11/09

Por

Cristiane Quartaroli

Em uma semana mais curta, por conta do feriado da Independência, nossa taxa de câmbio voltou a se descolar do cenário externo e encerrou o período próxima de R$ 5,10. A escalada do conflito no Oriente Médio, com novos ataques a petroleiros na região, impulsionou os preços do petróleo e elevou os rendimentos dos Treasuries (juros dos EUA). Isso reforçou as apostas de alta de juros pelo Fed (Banco Central americano) na reunião da próxima semana. Ainda assim, o real encontrou suporte no fluxo estrangeiro para ativos locais e, sobretudo, no chamado "trade eleitoral", com pesquisas indicando uma disputa mais acirrada na corrida presidencial. Com isso, os fatores domésticos prevaleceram sobre a dinâmica cambial, embora o risco de um Fed mais duro siga no radar e possa limitar um movimento mais intenso de valorização da nossa moeda.

A curva de juros, por sua vez, teve uma semana de oscilações, dividida entre a pressão vinda do exterior e os sinais cada vez mais claros de desinflação no Brasil. As taxas futuras chegaram a subir acompanhando os Treasuries e o petróleo, mas devolveram parte desse avanço com o noticiário eleitoral. No mercado doméstico, o IPCA de agosto, divulgado nesta sexta-feira, veio abaixo do esperado e se soma a outros indicadores que apontam para uma desaceleração da atividade. Esse cenário reforça a expectativa de um novo corte na Selic na reunião do Copom da próxima semana. Ou seja, o quadro para a inflação no curto prazo segue favorável, mas a alta do petróleo e as incertezas fiscais e eleitorais continuam pesando sobre os prazos mais longos da curva.

ouça nosso podcast!

Economia do dia a dia

Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.

ouça agora

Outros artigos

Ver todos artigos