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A semana foi marcada por elevada volatilidade no mercado financeiro, com o câmbio oscilando ao sabor das notícias vindas do exterior. O conflito no Oriente Médio seguiu como principal vetor de aversão ao risco, impulsionando o dólar globalmente e pressionando moedas emergentes em alguns momentos. O petróleo chegou a superar novamente o patamar de US$100/barril, refletindo temores sobre interrupções na oferta e reforçando preocupações inflacionárias. Ao longo dos dias, contudo, sinais pontuais de uma possível trégua — ainda que frágeis e contestados — trouxeram algum alívio aos mercados, contribuindo para movimentos de correção da moeda americana. Nesse contexto, o real apresentou desempenho relativamente melhor que seus pares, sustentado pelo elevado diferencial de juros e pelo fato de o Brasil ser exportador líquido de commodities energéticas, o que ajuda a mitigar parte dos choques externos.

Ao longo da semana, a curva de juros brasileira apresentou “movimento de abertura”, como se diz no mercado financeiro, o que significa que houve um aumento na expectativa de juros mais altos no futuro ou de maior risco à frente, sobretudo por conta da piora no cenário externo. Além disso, a decisão do Copom de iniciar o ciclo de cortes com uma redução mais moderada de 0,25 p.p., levando a Selic a 14,75%, acompanhada de um tom cauteloso observado na Ata diante das incertezas — principalmente por conta da alta nos preços do petróleo — contribuiu para esse movimento. O resultado do IPCA-15 acima do esperado pode contribuir para maior pressão na curva de juros também.


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