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Diferentemente do que temos observado nos últimos meses, esta semana foi marcada por uma menor volatilidade no mercado de câmbio. Mesmo diante das incertezas sobre os desdobramentos da Guerra, nossa taxa de câmbio teve um comportamento mais favorável ao longo dos últimos dias. Parte deste “otimismo” tem relação com nosso famoso (e atrativo) diferencial de juros. Outra parte, pode estar relacionada a uma contínua perda de força do dólar de maneira global, em decorrência da forma como a política econômica dos EUA tem sido conduzida nos últimos meses. Difícil dizer até quando esse movimento irá durar, mas não podemos negar que a taxa de câmbio mais baixa é um fator positivo para o Brasil.

A curva de juros, por sua vez, voltou a subir ao longo da semana, com maior pressão nos prazos curtos e médios, refletindo indicadores de atividade econômica ainda resilientes (vide pesquisa de serviços) e a leitura mais conservadora do Banco Central, de que o cenário não melhorou desde o último Copom e segue marcado por incertezas e expectativas de inflação desancoradas. Esse tom mais “hawkfish” reforçou a percepção de cautela no ritmo de cortes da Selic, levando as taxas curtas a ultrapassarem 14%, enquanto os prazos mais longos avançaram influenciados pelo ambiente externo — com petróleo em alta e persistência das tensões geopolíticas.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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