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Relatórios de economia
2/10/2026

Semana em Gráficos - 18/09 a 02/10

Por

Cristiane Quartaroli

A semana começou com certa pressão sobre nossa taxa de câmbio, com o dólar voltando a ultrapassar a cotação de US$/R$5,20. O movimento refletiu principalmente a alta nos preços do petróleo, o fortalecimento do dólar no exterior, em meio à expectativa de alta de juros pelo Fed, e o aumento da cautela com o cenário político e eleitoral brasileiro. Ao longo do período, contudo, o câmbio chegou a devolver parte dessa alta, ajudado por dados mais benignos da economia americana e por algum alívio no ambiente geopolítico. Mas a melhora foi limitada. No mercado doméstico, o cenário eleitoral continua sendo acompanhado de perto e mantém a volatilidade mais elevada. Por fim, nossa taxa de câmbio encerrou a semana próxima da estabilidade, enquanto outras moedas emergentes também oscilaram diante de um ambiente externo menos favorável.

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A curva de juros, por sua vez, começou a semana em alta, principalmente nos vencimentos mais longos, acompanhando a alta dos Treasuries e a maior cautela com o cenário doméstico. O petróleo mais caro também voltou a preocupar pelo impacto sobre a inflação. Ao longo da semana, as taxas chegaram a devolver parte da alta, mas sem uma mudança mais clara de tendência. O Focus mostrou uma nova elevação da projeção de inflação para este ano, reforçando a percepção de que o processo de desinflação ainda exige cautela. Na parte mais longa da curva, o cenário externo e as incertezas fiscais e eleitorais continuam pesando mais do que os dados correntes de inflação. Sentimento que é compartilhado também nos dados de confiança do empresariado.

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