
Por
Nossa taxa de câmbio permaneceu praticamente estável ao longo do período, refletindo uma agenda econômica doméstica esvaziada e a predominância de fatores externos na formação dos preços. As atenções seguiram voltadas para a evolução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, com impacto sobre o mercado de petróleo, e para as incertezas em torno das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Ainda assim, o real apresentou desempenho relativamente melhor do que o de outras moedas emergentes, sustentado pelo elevado diferencial de juros e pela valorização do petróleo, fator positivo para o Brasil por sua condição de exportador líquido da commodity. Com isso, mesmo em um ambiente de cautela, o fluxo financeiro continuou dando suporte à moeda brasileira.

A curva de juros teve uma semana de pouca oscilação, refletindo a manutenção das expectativas para a política monetária. O Boletim Focus divulgado na segunda-feira mostrou poucas alterações nas projeções para inflação e Selic, reforçando a percepção de que os juros deverão permanecer em patamar elevado por mais tempo. Além disso, os indicadores recentes de inflação continuam apontando um processo de desinflação gradual, ainda insuficiente para garantir a convergência da inflação à meta no horizonte relevante. Somado à resiliência da atividade econômica, esse cenário contribuiu para manter as taxas de juros futuras praticamente estáveis ao longo da semana.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
ouça agora