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Relatórios de economia
14/8/2026

Semana em Gráficos - 31/07 a 14/08

Por

Cristiane Quartaroli

A semana foi marcada por uma piora na percepção de risco doméstico, com o real se descolando do desempenho mais favorável observado entre outras moedas emergentes. O dólar, que havia encerrado a última sexta-feira próximo de R$ 5,00, chegou a superar R$ 5,20 nesta semana, uma alta de mais de 2%. O movimento refletiu principalmente as incertezas fiscais e eleitorais, a saída de capital estrangeiro e as preocupações com a trajetória da dívida brasileira, em um ambiente externo relativamente menos adverso. Nos EUA, os dados de inflação vieram melhores do que o esperado e ajudaram a reduzir as incertezas em relação aos próximos passos do Fed. Com isso, o desempenho do real chamou atenção negativamente entre seus pares e reforçou a importância dos fatores domésticos na pressão sobre a moeda.

A curva de juros, por sua vez, respondeu tanto aos sinais mais claros de desinflação quanto à mensagem de cautela por parte do Banco Central. O IPCA de julho subiu apenas 0,07%, trazendo a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%, abaixo do teto da meta. Por outro lado, a ata do Copom destacou que a inflação segue pressionada pela demanda e que os juros precisam permanecer em nível restritivo até que o processo de desinflação se consolide. Esse cenário ajudou a melhorar as expectativas para a inflação e os juros no curto prazo, mas as preocupações com as contas públicas e o cenário eleitoral ainda impediram uma melhora maior. Ou seja, o mercado passou a ver um cenário um pouco mais favorável para a inflação no curto prazo, mas continua cauteloso diante dos riscos fiscais e eleitorais no longo prazos.

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