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O real passou por uma semana de bastante volatilidade, com o dólar oscilando entre movimentos externos e uma série de ruídos no ambiente doméstico. O petróleo continuou como um dos principais pontos de atenção, ainda em níveis elevados e próximo de US$110 o barril, em meio às tensões no Oriente Médio, aumentando a cautela dos mercados emergentes. No ambiente externo, a expectativa e, depois, a decisão do Fed também contribuíram para a oscilação do dólar de forma global. Por aqui, o cenário político ganhou peso ao longo da semana, com novos ruídos e discussões envolvendo o governo e o Congresso, além das preocupações em torno da condução das contas públicas. O anúncio do reajuste do Bolsa Família, na quinta-feira, reforçou essa discussão e trouxe uma pressão adicional sobre o real, ainda que o movimento tenha perdido força ao longo do dia. No balanço da semana, o dólar permaneceu com cotação próxima dos US$/R$5,15, refletindo essa combinação entre ambiente externo mais incerto, petróleo elevado e maior cautela com o cenário doméstico.

A curva de juros, por sua vez, encerrou a semana com tendência de queda, em um movimento que ganhou força após a decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 p.p., para 13,75%. Esse resultado veio acompanhado da percepção de que a atividade econômica começa a perder ritmo e de um cenário de inflação mais benigno, abrindo espaço para a continuidade do processo de flexibilização monetária até o final deste ano. O ambiente externo, no entanto, trouxe um contraponto, com o Fed elevando os juros americanos em 0,25 p.p. e mantendo uma postura ainda dependente dos próximos dados da economia. No mercado doméstico, a discussão fiscal continuou limitando uma queda mais acentuada dos juros, especialmente nos vencimentos mais longos. O anúncio do reajuste do Bolsa Família também recolocou o tema fiscal no radar e trouxe pressão para a curva. Ainda assim, no fechamento da semana, prevaleceu a leitura de uma trajetória de juros domésticos mais baixa, embora com espaço para novos cortes ainda dependente da evolução da inflação, da atividade e das condições fiscais.


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