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Relatórios de economia
9/10/2026

Semana em Gráficos - 25/09 a 09/10

Por

Cristiane Quartaroli

A semana começou com um forte alívio: a cotação da nossa taxa de câmbio voltou a ficar abaixo de US$/R$5 pela primeira vez em meses, refletindo o resultado do primeiro turno das eleições, que reduziu o chamado prêmio de risco dos ativos brasileiros. A melhora, porém, não se sustentou por completo ao longo da semana. As incertezas geopolíticas voltaram ao radar. O dólar ganhou força com os juros americanos em alta, e o petróleo, pressionado pelas tensões no Oriente Médio, aumentou a percepção de risco. Com isso, a cotação devolveu parte da queda inicial, com o mercado mais cauteloso em relação ao cenário externo e atento ao resultado das primeiras pesquisas do segundo turno. Ainda assim, o real foi uma das moedas emergentes que mais se beneficiaram ao longo do período.

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A curva de juros acompanhou o mesmo movimento. As taxas dos vencimentos mais longos caíram com força no início da semana, refletindo a expectativa de alternância do poder com possibilidade de maior disciplina das contas públicas à frente - já que as taxas longas são as mais sensíveis ao cenário fiscal. Na sequência, parte desse alívio foi devolvida, acompanhando a alta dos juros dos títulos americanos, que atingiram os maiores níveis em mais de duas décadas, e a escalada do petróleo, que acende o alerta sobre a inflação. Aqui no Brasil, o IPCA de setembro veio ligeiramente acima do esperado e pressionou a curva. Portanto, a leitura ainda é de cautela, com o mercado dividido entre o alívio eleitoral e um cenário externo ainda incerto.

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