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A semana foi marcada por uma expressiva apreciação da nossa moeda, influenciada em grande medida pelo diferencial de juros atrativo. Além disso, a percepção de uma melhora no ambiente geopolítico internacional contribuiu para aumentar o apetite ao risco dos investidores. Por fim, e não menos relevante, vale destacar que a evolução nos preços de algumas commodities foi importante para o bom comportamento de algumas moedas emergentes, sobretudo o real. Assim, nossa moeda foi uma das que mais se valorizou ao longo dessas duas últimas semanas. De qualquer forma, ainda é cedo para afirmar que esse comportamento é uma tendência, afinal, o ano está apenas começando.

A curva de juros seguiu a mesma tendência e mostrou uma redução nos prêmios em praticamente todos os prazos. O IPCA-15 de janeiro, ligeiramente abaixo do esperado, e a sinalização do Banco Central de que o ciclo de corte da Selic deverá acontecer já na próxima decisão foram fundamentais para esse movimento dos juros. Apesar disso, as taxas permanecem acima de dois dígitos, reforçando a hipótese de que a queda dos juros no Brasil deverá ocorrer de forma lenta e gradual.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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