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Ao longo da semana, o real se valorizou, com a taxa de câmbio voltando para patamares próximos a US$/R$5,05. Ainda assim, o desempenho da moeda brasileira foi ligeiramente inferior ao de alguns pares emergentes. Isso se explica, em parte, pela queda dos preços do petróleo após os sinais de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que reduz o suporte adicional que a commodity vinha dando a moedas de países exportadores, como o Brasil. Além disso, apesar da melhora inicial no apetite ao risco global com o avanço das negociações, o mercado segue cético quanto à sustentação desse cessar-fogo, o que mantém um viés de cautela. Por outro lado, o diferencial de juros elevado continua favorecendo o real via fluxo de diferencial de juros. No curto prazo, o câmbio deve seguir reagindo à dinâmica do petróleo e às notícias geopolíticas, com tendência de volatilidade.

No mercado de juros, a curva apresentou movimentos relativamente contidos ao longo da semana, com queda nos prazos mais longos, mas sem mudanças estruturais relevantes. O ambiente segue condicionado pela combinação de incertezas externas e pela dinâmica inflacionária doméstica, ainda resiliente. As expectativas para a Selic continuam elevadas, com o mercado projetando níveis próximos a 12,50% para o final deste ano. Nesse contexto, o resultado do IPCA de março, que ficou ligeiramente acima do esperado, mas com uma abertura ainda positiva, reforça a percepção de inflação persistente e sustenta a visão de que o Banco Central deverá manter uma postura mais cautelosa na próxima decisão do Copom.


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