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A semana começou com nossa taxa de câmbio pressionada pela cautela antes da decisão do FED (Banco Central Americano) e pelo aumento da percepção de risco doméstico, em meio aos ruídos políticos e à divulgação de pesquisas eleitorais. Após a manutenção dos juros pelo Fed, o discurso considerado mais brando da autoridade monetária americana e a divulgação de um núcleo do PCE (indicador de inflação ao consumo) abaixo do esperado enfraqueceram o dólar no mercado internacional, permitindo uma apreciação do real. No cenário doméstico, porém, as incertezas políticas continuaram limitando um movimento mais intenso de valorização da moeda brasileira, enquanto o elevado diferencial de juros seguiu oferecendo suporte ao câmbio, ao atrair fluxo para ativos locais.

Na mesma linha, a curva de juros encerrou a semana em queda, refletindo a percepção de um cenário inflacionário um pouco mais benigno. O IPCA-15 de julho veio abaixo das expectativas, reforçando a avaliação de que a inflação segue em trajetória de desaceleração, ainda que permaneça acima da meta. Ao mesmo tempo, os dados do mercado de trabalho mostraram uma moderação gradual da atividade econômica. Em conjunto, esses indicadores reduziram a pressão sobre as expectativas de uma política monetária mais restritiva, favorecendo o fechamento da curva (redução dos prêmios), principalmente nos vértices mais curtos e intermediários.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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