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Relatórios de economia
23/10/2026

Semana em Gráficos 09/10 a 23/10

Por

Cristiane Quartaroli

O período foi marcado pela cautela dos investidores em relação aos principais ativos brasileiros, especialmente nossa taxa de câmbio. As pesquisas eleitorais voltaram a apontar uma disputa bastante acirrada, reduzindo parte do otimismo com a possibilidade de alternância de poder e mantendo o dólar em patamar elevado. Além disso, a alta do petróleo, após novos ataques no Oriente Médio, aumentou as preocupações com as perspectivas para a inflação e pressionou as moedas emergentes. Com isso, o real acompanhou o movimento de depreciação observado entre outras moedas emergentes, embora a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo tenha contribuído para limitar as pressões sobre a moeda.

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A curva de juros iniciou a semana com certo alívio, sobretudo nos prazos mais longos, mais sensíveis ao cenário fiscal. O movimento refletiu a expectativa de um possível ajuste das contas públicas pelo próximo governo e a queda dos juros americanos. Esse cenário, porém, não se sustentou. O acirramento da disputa eleitoral e as incertezas sobre o custo das promessas de campanha e a condução do ajuste fiscal a partir de 2027 aumentaram a cautela dos investidores. A alta do petróleo também pressionou os vencimentos curtos e intermediários, diante das preocupações coma inflação. Assim, mesmo com a queda dos rendimentos dos Treasuries, as taxas brasileiras voltaram a subir. No relatório Focus, a projeção de inflação para este ano permaneceu estável, enquanto a estimativa para 2027 subiu. A expectativa para a Selic no fim de 2026 não se alterou.

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