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A semana foi marcada por pressão e volatilidade em nossa taxa de câmbio, com a cotação rompendo a barreira de R$/US$5,00, pressionada por uma combinação de fatores externos e internos. Lá fora, a tensão entre Estados Unidos e Irã manteve os investidores na defensiva, enquanto a alta dos juros dos títulos do Tesouro Americano reforçou a aversão ao risco e pesou sobre as moedas de países emergentes, incluindo o real. No Brasil, pesquisas mostrando piora na avaliação do governo federal e a saída de capital estrangeiro da Bolsa contribuíram para o movimento de alta do dólar ao longo da semana. O recuo, contudo, foi limitado pelo elevado patamar dos juros brasileiros, que continua atraindo recursos externos, ainda que de forma especulativa, para o país - sustentando o real frente a pressões que, em outro contexto, poderiam ter sido mais intensas.

A alta dos juros dos títulos do Tesouro Americano — que alcançaram os maiores níveis em anos em alguns vencimentos — também contaminou a curva de juros brasileira ao longo das últimas semana. O petróleo, ainda em patamar elevado, alimentou preocupações com a inflação global, e a percepção de que o conflito pode ter efeitos mais duradouros deslocou a pressão especialmente para os vencimentos mais longos, que registraram as maiores altas. No cenário local, o ruído político acrescentou mais uma camada de cautela, com investidores exigindo taxas mais altas para os prazos mais distantes diante da incerteza sobre os rumos da economia após as eleições. Contudo, vale destacar que mesmo em um cenário de juro ainda elevado, nossa economia segue resiliente e o IBC-br divulgado nesta semana confirmou isso.


Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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