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O período foi marcado por grande volatilidade e forte reprecificação dos ativos após o resultado do segundo turno das eleições. A reeleição do atual presidente foi surpresa para grande parte do mercado, que esperava (e apostava) uma alternância no poder. Com isso, nossa taxa de câmbio voltou a subir já na segunda-feira, superando um patamar que não era observado desde o início do ano. Parte desse movimento, contudo, foi devolvida nos dias seguintes, mas a moeda americana segue em patamar mais alto que antes da eleição. A cautela continua sendo sobre como sedará a condução da política fiscal a partir do próximo ano, qual será a equipe econômica e sinalizações do próximo mandato. O cenário externo também pesou sobre os ativos, com Banco Central Americano mantendo a taxa de juros estável, mas sinalizando que as taxas devem permanecer altas, o que pressiona os emergentes. De qualquer forma, o real foi a moeda emergente que mais se desvalorizou no período, indicando que as preocupações com o cenário local pesaram mais sobre os ativos nesta semana.

A curva de juros passou pelo mesmo ajuste. As taxas subiram em reação ao resultado eleitoral, sobretudo nos prazos médios e longos, mais sensíveis ao cenário fiscal. A expectativa e confiança em novos cortes da Selic parece ter ficado bem menor. A atuação do Tesouro, com recompra de títulos, ajudou a devolver parte do prêmio, mas o alívio foi limitado. O mercado aguarda sinais concretos sobre controle das contas públicas, equipe econômica e negociação com o Congresso. O Focus desta semana ainda foi coletado antes do resultado e ficou em segundo plano. A leitura segue de cautela.


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