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Nossa taxa de câmbio iniciou a semana ainda pressionada, mas acabou ganhando algum alívio ao longo dos últimos pregões. Esse movimento refletiu uma combinação de fatores domésticos e externos. Por um lado, a divulgação de um IBC-Br mais fraco reforçou a percepção de desaceleração da economia brasileira, o que pode contribuir para a expectativa de continuidade do ciclo de queda da Selic. Além disso, a ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro americano também trouxe alívio aos mercados globais. Por outro lado, a alta dos preços do petróleo, em meio ao aumento das tensões entre EUA e Irã, voltou a ser motivo de cautela e aversão ao risco. Assim, o real segue oscilando mais em função do ambiente externo e do fluxo estrangeiro do que de uma melhora estrutural do cenário doméstico. Isso sem contar o ambiente interno mais adverso, diante do início das campanhas eleitorais.

Na curva de juros, por sua vez, o destaque foi a perda de força da atividade econômica sinalizada pelos dados mais recentes do IBC-Br. O indicador recuou 0,6% em junho – resultado ligeiramente mais fraco que o esperado – e acumulou alta de apenas 0,2% no segundo trimestre, mostrando uma desaceleração importante em relação ao início do ano. Esse dado reforça a leitura de que os juros elevados começam a pesar mais sobre a economia e pode abrir espaço para a continuidade do processo de flexibilização monetária. Com isso, a curva reagiu a esse cenário, com queda das taxas já no início da semana. Vale destacar que esse movimento também foi influenciado pelo ambiente externo e pelo recuo dos juros dos Treasuries americanos.


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