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Em uma semana mais curta, por conta do feriado, o real voltou a se destacar diante dos pares emergentes. Observou-se uma melhora no apetite ao risco global, após sinalizações de que o conflito entre Irã e EUA estaria chegando ao fim e isso contribuiu para uma melhor evolução dos ativos, mas, principalmente, para a valorização de algumas moedas emergentes. Além disso, o Brasil continua se beneficiando do ingresso de fluxo de capital especulativo por conta da taxa de juros elevada. A questão que fica agora é se o confito está próximo mesmo de terminar ou não. Enquanto houver conflito, haverá volatilidade.

A mesma expectativa por um desfecho para o conflito também sustentou a queda moderada dos juros futuros ao longo da semana. Apesar de um ceticismo inicial, sinais de avanço diplomático passaram a ganhar mais credibilidade, embora persistam incertezas relevantes — especialmente em torno do fluxo no Estreito de Ormuz e da duração do conflito. Nesse contexto, o mercado começa a reequilibrar expectativas, mas ainda reconhece que os impactos do choque podem ser mais duradouros, limitando o espaço para cortes mais intensos da Selic, cuja precificação segue praticamente estável em níveis elevados até o fim de 2026.


A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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