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Depois do alívio com o resultado do primeiro turno das eleições, o dólar voltou a superar US$/R$5,00 ao longo da semana. As pesquisas eleitorais e as preocupações com as contas públicas aumentaram a cautela dos investidores. No meio da semana, a inflação americana também trouxe pressão, ao levantar dúvidas sobre os próximos passos do Fed. O real acompanhou outras moedas emergentes naquele momento, mas perdeu força nos dias seguintes. Na reta final da semana, o dólar subiu mesmo com algum alívio externo, reforçando o peso dos fatores domésticos sobre o câmbio. Ainda assim, nossa taxa de câmbio segue em patamar próximo da mínima observada ao longo dos últimos quatro anos.

As taxas de juros também subiram, principalmente nos vencimentos mais longos, mais sensíveis às perspectivas fiscais. A inflação americana provocou oscilações nos rendimentos dos títulos dos EUA e contaminou o mercado local. Mesmo com algum alívio no exterior no fim da semana, os juros brasileiros seguiram pressionados. Os dados mais fracos do varejo e dos serviços tiveram pouco efeito sobre os preços dos ativos. Já o Focus trouxe uma nova alta na projeção de inflação para 2026, enquanto a estimativa para a Selic no fim do ano recuou. No balanço da semana, as preocupações fiscais e eleitorais continuaram no centro das atenções.

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