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O mercado de câmbio foi mais uma vez marcado pelo fortalecimento global do dólar. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou a aversão ao risco e impulsionou os preços da energia, enquanto a inflação americana voltou a acelerar em maio, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Esse cenário levou à alta dos rendimentos dos Treasuries (juros dos EUA) e reduziu o apetite por ativos de países emergentes, pressionando o real. Apesar dos fundamentos domésticos relativamente favoráveis, o ambiente externo dominou a dinâmica cambial na última semana, resultando em valorização da moeda americana frente ao real, mesmo com a expectativa de um possível acordo para o fim do conflito.

A curva de juros, por sua vez, voltou a subir ao longo da semana especialmente nos prazos mais longos, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos. No cenário internacional, a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio também elevou os preços do petróleo e aumentou a percepção de risco inflacionário global. Internamente a perspectiva de manutenção da Selic em patamar elevado por período prolongado e as incertezas fiscais contribuíram para sustentar a alta das taxas futuras, sobretudo na ponta mais longa da curva. O IPCA de maio divulgado na sexta-feira reforçou esse cenário.


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