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O período foi marcado por uma melhora na taxa de câmbio, com o real se valorizando frente ao dólar, embora com alguma volatilidade ao longo dos dias. O cenário externo seguiu no radar dos investidores: a escalada do conflito no Oriente Médio manteve o petróleo pressionado, enquanto o mercado segue calibrando expectativas em relação ao ritmo de juros nos Estados Unidos sob a nova gestão do Federal Reserve. Do lado doméstico, o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — que entra em vigor no fim do mês — trouxe algum ruído adicional, mas a exclusão de itens do agronegócio da lista ajudou a suavizar o impacto sobre os ativos locais.

Na curva de juros, os dados de atividade reforçam uma leitura de moderação da economia no segundo trimestre. As vendas no varejo de maio ficaram abaixo do piso das projeções do mercado, sinalizando um consumidor cauteloso e alimentando as hipóteses de continuidade no ciclo de corte de juros. Na mesma linha, o IBC-Br ficou praticamente estável em maio, com sinais de perda de fôlego: o resultado de abril foi revisado para baixo (de 0,4%) e o desempenho de maio foi mais fraco por conta da agropecuária, que recuou 1,0%, enquanto indústria e serviços cresceram apenas de forma modesta. No acumulado em 12 meses, o índice avançou 1,4%. Assim, a expectativa continua sendo de que o Banco Central deverá manter o ciclo de corte da Selic de forma lenta e gradual. Movimento que se refletiu na curva de juros ao longo desta semana.


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