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O período foi marcado por valorização da nossa moeda, que acabou se destacando entre outras moedas emergentes mesmo em um ambiente de ainda muita incerteza. A perda de força do dólar de forma global contribuiu para esse movimento, mas, além disso, o real também se beneficiou da alta nos preços do petróleo (somos exportadores dessa commodity e o fluxo veio!) e do nosso diferencial de juros ainda atrativo. Já o resultado do payroll, acima do esperado, acabou alterando mais uma vez a precificação para os juros americanos, com aumento das apostas de alta do Fed em setembro, levando Treasuries e dólar para cima na sexta-feira. Vale lembrar que o ambiente político interno tende a trazer mais volatilidade com a proximidade do primeiro turno das eleições.

A curva de juros também registrou alívio ao longo da semana, principalmente nos vencimentos mais curtos, refletindo uma combinação de atividade econômica mais fraca e inflação ainda em desaceleração. O PIB mostrou crescimento de 0,5% no 2T26, com perda de força do consumo e da indústria, reforçando a expectativa de continuidade do ciclo de cortes da Selic. Os dados da indústria referentes a julho também mostraram perda de fôlego, sinalizando um segundo semestre mais fraco, sendo mais um motivo para a redução dos prêmios, ainda que pequeno, em nossa curva de juros.


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