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O período foi marcado por volatilidade, com nossa taxa de câmbio encerrando a semana — mais curta por conta do feriado — abaixo de R$ 5,00, o que não deixa de ser uma sinalização positiva. Ainda assim, o movimento do real segue bastante dependente do ambiente externo, com oscilações relevantes ao longo dos pregões, refletindo tanto a aversão a risco global quanto à dinâmica das commodities. Embora o cenário internacional permaneça adverso e incerto, especialmente diante do conflito entre Irã e EUA, o real tem encontrado suporte na alta dos preços do petróleo, no diferencial de juros ainda elevado e em fluxos pontuais para mercados emergentes. Por outro lado, a perspectiva de flexibilização monetária doméstica e o fortalecimento global do dólar seguem como vetores de cautela, sugerindo que a apreciação da moeda tende a ser limitada e sujeita a reversões no curto prazo.

Falando em juros, tivemos uma semana relevante para o tema, com decisões tanto nos EUA quanto no Brasil. O Fed optou por manter a taxa inalterada, em linha com o esperado. Já por aqui, o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., levando a taxa básica para 14,50% a.a. Apesar do corte, o tom do comunicado foi significativamente mais cauteloso. O Banco Central destacou a piora relevante da inflação corrente e das expectativas, deu maior ênfase aos riscos associados ao petróleo e à incerteza global, além de reconhecer maior resiliência da atividade no curto prazo. Embora tenha mantido a indicação de continuidade do ciclo, o Bacen sinalizou menor previsibilidade para os próximos passos, o que contribuiu para pressionar a curva de juros.


A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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