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Relátórios de economia
20/3/2026

Semana em Gráficos - 06/03 a 20/03

Por

Cristiane Quartaroli

Tivemos mais uma semana marcada por volatilidade no mercado financeiro brasileiro, com câmbio apresentando viés de alta, refletindo principalmente o ambiente externo mais adverso. A escalada da guerra no Oriente Médio elevou a aversão ao risco e impulsionou o dólar como ativo de proteção, enquanto a forte alta do preço do petróleo — que superou o valor de US$100/barril — reforçou preocupações inflacionárias globais. Nesse contexto, moedas emergentes, como o real, ficaram mais pressionadas. Muito embora nossa taxa de câmbio tenha se desvalorizado menos que as demais por conta do nosso diferencial de juros ainda bastante atrativo e pelo fato de sermos exportadores líquidos de petróleo – dois pontos que garantem certo fluxo para o Brasil.

Ao longo da semana, a curva de juros brasileira apresentou “movimento de abertura”, como se diz no mercado financeiro e que significa que houve um aumento na expectativa de juros mais altos no futuro ou de maior risco à frente, sobretudo por conta da piora no cenário externo. Além disso, a decisão do Copom de iniciar o ciclo de cortes com uma redução mais moderada de 0,25 p.p., levando a Selic a 14,75%, acompanhada de um tom cauteloso diante das incertezas — principalmente por conta da alta nos preços do petróleo — contribuiu para esse movimento. No exterior, o Fed optou por manter os juros e sinalizou cautela quanto ao retorno de cortes, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo por lá e foi mais um dos motivos que colocaram pressão na curva de juros ao longo desta semana.

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A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.

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