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Depois de alguns dias marcados por forte aversão ao risco com a escalada do conflito entre EUA e Irã, tivemos mais uma semana de ajustes nos mercados. Embora a volatilidade tenha persistido ao longo dos pregões, o câmbio devolveu parte da alta observada anteriormente, com o dólar oscilando na faixa de R$/US$5,20 e R$/U$5,30. Ao mesmo tempo, novas tensões geopolíticas e a alta do petróleo — que voltou a superar os US$100 o barril — mantiveram o mercado cauteloso, impedindo um recuo mais expressivo da moeda americana. Assim, apesar do “susto” inicial ter diminuído e parte do movimento da semana anterior ter sido corrigido, ainda é cedo para afirmar que o tema geopolítico sairá do radar. É possível que, nas próximas semanas, o mercado volte a dividir atenção entre esses fatores e os indicadores econômicos — mas, como sempre, os próximos capítulos ainda serão escritos.

Embora o mercado considere certo o início do ciclo de queda da Selic, a intensidade desse movimento ainda é motivo de debate. O IPCA de fevereiro mostrou um quadro misto: a inflação em 12 meses desacelerou para 3,81%, reforçando o espaço para cortes de juros, mas a alta mensal de 0,70% veio um pouco acima das expectativas, indicando que as pressões inflacionárias ainda persistem. Ao mesmo tempo, a recente elevação dos preços do petróleo e as incertezas geopolíticas têm pressionado combustíveis e aumentado a cautela dos investidores, movimento que se refletiu na curva de juros ao longo da última semana. Nesse contexto, embora o início do ciclo de afrouxamento monetário continue sendo o cenário base, o ambiente recente sugere que o Banco Central deverá agir de forma gradual na reunião de março!


A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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