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A semana foi marcada por valorização do real frente ao dólar, sustentada principalmente pelo forte fluxo estrangeiro para ativos domésticos, com destaque para a bolsa brasileira que atingiu níveis recordes e teve elevada entrada de capital financeiro. Esse movimento foi favorecido pelo diferencial de juros, que mantém o real atrativo. Ainda assim, o câmbio apresentou momentos pontuais de correção e maior volatilidade, refletindo a cautela com dados recentes de inflação no Brasil e indicadores de emprego e de preços nos Estados Unidos, que influenciam as expectativas sobre os próximos passos do Fed. Em linhas gerais, a taxa de câmbio permaneceu relativamente resiliente e com viés favorável ao real, embora ainda sensível ao cenário externo e à dinâmica do fluxo financeiro.

Já a curva de juros apresentou acomodação ao longo da semana, com recuo das taxas futuras e redução da inclinação, refletindo a consolidação das expectativas de início do ciclo de cortes da Selic a partir de março e a percepção de que a política monetária permanece suficientemente restritiva. As taxas de DI recuaram após sinalizações do Banco Central consideradas mais suaves e diante de um ambiente de inflação mais controlada, reforçando a precificação de flexibilização gradual ao longo de 2026. A curva de juros reflete exatamente esse ambiente.


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