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16/4/26

Hub de soluções: tecnologia como motor do crescimento internacional

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Michele Loureiro

A tecnologia deixou de ser suporte para se tornar protagonista no comércio exterior. Com a digitalização dos processos e a integração de sistemas financeiros, empresas brasileiras vêm ampliando sua capacidade de operar no mercado internacional com mais eficiência, menor custo e maior controle de risco.

Esse movimento acompanha uma tendência global. Estudos do Banco Mundial indicam que a digitalização pode reduzir custos do comércio internacional em até 15%, ao simplificar etapas operacionais e ampliar o acesso a serviços financeiros. Em suma, isso contribui para acelerar a internacionalização de empresas e reduzir barreiras de entrada.

Na prática, essa transformação se apoia em um conjunto de soluções que vêm redefinindo a forma como as operações são conduzidas. “As principais tecnologias envolvem o acesso a informações estruturadas por meio de dashboards inteligentes, integrações fluidas via APIs e jornadas conversacionais com uso de inteligência artificial, que permitem ganhos relevantes de eficiência operacional”, afirma Vinicius Vieira, responsável pelo Hub de Soluções do Ouribank.

Segundo ele, esse avanço também se estende à gestão de riscos, uma das etapas mais sensíveis do comércio exterior. “A disponibilização de ferramentas de compliance, monitoramento de risco transacional e análise de contrapartes traz mais assertividade na avaliação das operações, mitigando riscos inerentes ao câmbio e aos pagamentos internacionais”, explica.

Esse conjunto de soluções tem impacto direto na forma como empresas e instituições estruturam suas rotinas para conduzir operações de forma mais ágil. “Temos visto uma demanda cada vez maior por autoatendimento, com jornadas digitais voltadas aos clientes finais das operações de câmbio, sejam importadores ou exportadores”, diz.

Ao mesmo tempo, a mudança alcança a base operacional do setor. Correspondentes cambiais passam a investir na automação de processos e na integração de sistemas. “Notamos um interesse crescente em automatizar rotinas de backoffice, seja por meio de dashboards inteligentes, seja com integração via APIs para cadastro de clientes, cotação, fechamento de câmbio e envio de documentos”, afirma o executivo.

Integração e dados redesenham a operação

Esse avanço reposiciona o papel das instituições financeiras, que deixam de atuar apenas como intermediárias e passam a operar como plataformas integradoras, conectando diferentes etapas da jornada em um ambiente mais fluido. A expansão de integrações via APIs acompanha o avanço do open finance, apontado por relatórios da McKinsey & Company como um dos principais vetores de transformação do sistema financeiro global. A lógica é simples: quanto maior a conexão entre sistemas, menor a fricção operacional e maior a capacidade de escala.

O uso de inteligência artificial também ganha espaço nesse cenário, especialmente em funções ligadas à análise de dados e automação de processos. Levantamentos da PwC indicam que essas ferramentas podem elevar a eficiência operacional e reduzir falhas em atividades complexas, sobretudo em ambientes com grande volume de informações.

Esse movimento ocorre em paralelo ao aumento da pressão regulatória. A digitalização do compliance se tornou prioridade no setor financeiro, tendência destacada em análises da KPMG, diante do avanço das exigências e do maior cruzamento de dados entre instituições.

É nesse contexto que ganha força o conceito de hub de soluções, que busca concentrar serviços, dados e processos em uma única estrutura integrada. A proposta é simplificar a experiência do cliente, reduzir fricções e aumentar a previsibilidade das operações.

No Ouribank, esse modelo se apoia em uma arquitetura baseada em integração. “Hoje contamos com uma API robusta que permite aos correspondentes cambiais criar experiências mais fluidas para seus clientes, seja automatizando rotinas de backoffice, seja desenvolvendo interfaces intuitivas para contratação de câmbio”, afirma Vieira. “O diferencial é concentrar todos os processos em um mesmo local, o que garante agilidade e segurança, além de possibilitar um desenho personalizado para cada empresa”.

Segundo ele, essas soluções são sustentadas por ferramentas avançadas de análise de risco e compliance, permitindo combinar eficiência operacional com segurança regulatória. “Nossas plataformas também incorporam recursos para análise de operações e contrapartes, garantindo excelência no cumprimento das exigências regulatórias”, diz.

A consolidação desse modelo acompanha uma mudança estrutural no comércio exterior. Ao reduzir a complexidade operacional e ampliar a transparência das transações, essas soluções passam a desempenhar papel central na internacionalização — redefinindo a forma como empresas brasileiras acessam e competem no mercado global.

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