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14/5/26

6 motivos para adotar hedge cambial na sua empresa — mesmo quando o dólar está caindo

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Michele Loureiro

A recente queda do dólar — que saiu de patamares próximos a R$ 5,40 no início do ano para cerca de R$ 5,20 — trouxe um efeito colateral pouco percebido: a erosão de margens para empresas que não estruturaram proteção cambial. Em um ambiente de volatilidade elevada, o hedge cambial deixa de ser uma ferramenta pontual e passa a integrar a estratégia financeira das companhias.

Conflitos geopolíticos, disputa eleitoral no Brasil e outras variáveis não permitem que haja uma previsibilidade na cotação da moeda americana. “Não sabemos se o dólar pode voltar a subir ou cair mais ainda. Por isso, sempre ressaltamos a necessidade de fazer hedge como instrumento de proteção e antecipação de eventuais riscos”, afirma Raphael Coracini, gerente da Mesa de Câmbio do Ouribank. “Uma variação como essa, de quase 4%, pode impactar diretamente a margem de um exportador ou de uma empresa que prestou um serviço e está recebendo agora”, diz.

Mais do que prever o comportamento da moeda, trata-se de reduzir incertezas, proteger resultados e ganhar previsibilidade. A seguir, os principais motivos que explicam por que empresas com exposição internacional precisam estruturar suas operações de hedge — inclusive em cenários de queda do dólar.

1. Proteger a margem

A lógica mais comum associa o hedge cambial a momentos de alta do dólar porque, em geral, o foco das empresas está no risco de aumento de custos ou de pressão sobre pagamentos e importações. Mas, na prática, a queda da moeda pode ser igualmente prejudicial. Empresas que fecharam contratos em patamares mais elevados acabam absorvendo a diferença no momento do recebimento. “Nesses momentos mais instáveis, a empresa que não se estrutura e não realiza suas proteções acaba perdendo diferencial competitivo e margem”, afirma Raphael Coracini, gerente da Mesa de Câmbio do Ouribank. Essa diferença pode chegar à última linha do balanço, reduzindo o lucro da operação ou, em alguns casos, eliminando completamente sua rentabilidade.

2. Reduzir a incerteza em um cenário imprevisível

O ambiente global segue marcado por volatilidade, com oscilações influenciadas por juros internacionais, inflação e crescimento econômico, além de fatores geopolíticos. Nesse contexto, tentar antecipar a direção do câmbio se torna cada vez mais arriscado.  “Essa volatilidade é o  principal risco que as empresas precisam considerar ao estruturar sua operação de câmbio”, explica.  O hedge, nesse cenário, deixa de ser uma aposta e passa a ser uma ferramenta de previsibilidade.

3. Evitar decisões erradas por falta de estratégia

Sem uma política clara de hedge, muitas empresas operam de forma reativa, tomando decisões baseadas apenas na cotação do dia.  “O fator principal é entender o momento da empresa. Saber qual percentual de hedge deve ser feito, os prazos, o momento correto de liquidação e, principalmente, o produto adequado”, afirma Coracini. Essa falta de estrutura aumenta a exposição ao risco e compromete a consistência dos resultados.

4. Fugir de parceiro que “não é parceiro”

Outro motivo de erro recorrente está na escolha da instituição financeira. Muitas empresas priorizam apenas a taxa de câmbio e deixam de lado a capacidade consultiva. “Acontece de escolher um parceiro que, na prática, não é parceiro. Falta entendimento do momento da empresa, explicação do produto correto e oferta das melhores soluções”, diz. Na prática, isso significa perder oportunidades e assumir riscos desnecessários. No Ouribank, com mais de quatro décadas de experiência em câmbio, a consultoria é próxima e ajuda as companhias a compreenderem o melhor formato para cada negócio.

5. Ganhar eficiência com execução rápida e estruturada

Além da estratégia, a execução faz diferença. Em momentos de volatilidade, a agilidade pode definir o resultado de uma operação. “Conseguimos aprovar operações de hedge praticamente de forma instantânea, com análise de crédito e operação muito rápidas. Isso mostra que sabemos o que estamos fazendo e reforça o comprometimento com a confiança do cliente”, afirma.

6. Ter um parceiro que acompanha o negócio — não só a operação

Mais do que executar transações, a gestão cambial exige acompanhamento contínuo e visão integrada. “Nosso papel é ser parceiro da empresa, oferecer os produtos corretos, entender o momento e não apenas executar uma operação. A ideia é que o cliente cuide do seu negócio enquanto o banco cuida do câmbio”, afirma Coracini. O banco conta com um hub de soluções financeiras que consegue fotografar as necessidades de cada empresa de forma ampla e promover um acompanhamento próximo.

Esse posicionamento tem se refletido nos resultados. “Crescemos cerca de 50% no volume de operações de hedge entre 2024 e 2025, o que mostra a fidelidade dos clientes e a confiança no nosso trabalho”, diz. “Isso reforça que proteção cambial não deve ser uma resposta pontual, mas parte estruturante da gestão financeira”, finaliza o executivo.

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