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21/5/26

Dia da Indústria: relevância no PIB e papel estratégico do câmbio

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Michele Loureiro

No Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, o setor reafirma seu papel estratégico na economia brasileira ao manter crescimento em 2025 e presença relevante no Produto Interno Bruto (PIB), além de forte participação nas exportações e na geração de divisas. No período, a atividade industrial avançou 1,4%, em um país cujo PIB cresceu 2,3%, mantendo participação de 23,4%, quase um quarto da economia brasileira.

A relevância da indústria vai além do tamanho. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no ano passado o setor também respondeu por 35,2% da arrecadação dos tributos federais, o que ajuda a dimensionar seu peso fiscal e sua capacidade de irradiar renda, investimento e demanda para outras cadeias produtivas. Em outras palavras, quando a indústria ganha competitividade, o efeito se espalha por logística, tecnologia, serviços, infraestrutura e comércio exterior.

Esse protagonismo ficou evidente no desempenho do comércio exterior. Em 2025, o Brasil bateu recorde histórico de exportações, com US$ 349 bilhões embarcados, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Dentro desse movimento, a indústria de transformação também registrou valor recorde exportado, de US$ 189 bilhões, com alta de 3,8% em valor e de 6% em volume. Entre os destaques estiveram carne bovina, veículos para transporte de mercadorias, caminhões, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e ferramentas mecânicas, além de produtos de perfumaria e instrumentos de medição.

Ao lado da indústria de transformação, outros setores decisivos para a balança comercial brasileira também mantiveram protagonismo. A indústria extrativa teve recordes de embarque de minério de ferro e petróleo em 2025, enquanto os bens agropecuários avançaram em volume e valor, com destaque para soja, café verde e algodão. Para um país exportador como o Brasil, isso significa uma exposição direta ao comportamento do câmbio: quando a taxa de câmbio oscila, os efeitos aparecem nas margens, na formação de preços, no custo de insumos e na previsibilidade do fluxo de caixa.

Câmbio como ferramenta de gestão

É por isso que, para a indústria, o câmbio não deve ser visto apenas como indicador de mercado, mas como ferramenta de gestão. Em cadeias exportadoras, uma moeda mais favorável pode elevar competitividade e abrir espaço para novos negócios. Por outro lado, a volatilidade cambial pode corroer resultados quando a empresa não conta com instrumentos adequados de proteção, planejamento e financiamento. Isso vale tanto para grandes exportadores de commodities quanto para indústrias de médio porte que começam a diversificar mercados e vender mais para fora.

Nesse contexto, ganha importância o acesso a soluções financeiras que ajudem a transformar a exposição cambial em estratégia. Com mais de quatro décadas de experiência, o Ouribank reúne justamente esse conjunto de ferramentas para empresas: operações de câmbio e pagamentos internacionais, proteção cambial por meio de hedge, antecipação de recebíveis internacionais, linhas de crédito e financiamento para importação, além de contas e soluções integradas para operações globais. A proposta é dar mais previsibilidade financeira, reduzir riscos e sustentar a expansão internacional das empresas brasileiras.

Na prática, isso significa apoiar a indústria em pontos centrais da operação. Uma empresa exportadora pode antecipar recebíveis do exterior para melhorar capital de giro; outra pode usar hedge para travar parte da exposição e proteger margem em contratos mais longos; uma terceira pode integrar pagamentos e recebimentos internacionais para ganhar agilidade operacional. Em todos esses casos, o objetivo é o mesmo: permitir que a gestão cambial acompanhe a ambição comercial da empresa.

O momento também reforça a necessidade de sofisticação. Em 2025, a China importou US$ 100 bilhões do Brasil, com alta de 6%, enquanto as exportações para a Argentina cresceram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já as vendas para a União Europeia avançaram 3,2%. Esse redesenho dos fluxos comerciais mostra que a indústria brasileira está inserida em mercados diversos, com dinâmicas cambiais, regulatórias e competitivas muito diferentes entre si. Quanto maior a presença internacional, maior a necessidade de combinar inteligência comercial com gestão financeira.

No Dia da Indústria, a mensagem é de que a competitividade industrial não depende apenas de produção, escala ou demanda. Ela também passa por capacidade de planejamento, proteção e execução financeira. Em um ambiente global mais complexo, o câmbio deixa de ser um tema periférico e passa a ocupar o centro da estratégia. Para setores que movimentam a economia brasileira, exportam mais e buscam crescer com consistência, contar com soluções especializadas não é apenas conveniência. É parte do caminho para transformar presença internacional em resultado sustentável.

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