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Mais uma vez, a cotação do dólar bateu a máxima histórica aqui no Brasil, ultrapassando o patamar de R$/US$4,30 nos últimos dias. A economia americana está fortalecida e em pleno emprego. E a negociação com a China parece estar indo muito bem, obrigado, com esses países colocando em prática a primeira fase do acordo comercial. Lembrando que economia americana mais forte implica em dólar mais forte, portanto as moedas dos principais países emergentes sofrem, que é exatamente o que está acontecendo, com mais intensidade, desde a semana passada. Além disso, ainda há muitas dúvidas sobre quais impactos o coronavírus terá na economia global.
Tudo junto e misturado. O real continua perdendo valor frente ao dólar, justamente, por termos uma economia mais frágil. Nossos leitores estão cansados de saber que seguimos sem boas novas para contar aqui no Brasil. O andamento das reformas no Congresso está em marcha lenta, os dados de atividade econômica seguem ruins, e os indicadores de confiança não mostram sinais de melhora consistente. Isso afasta o investidor estrangeiro, que procura economias mais rentáveis e mais estáveis do que a nossa. E sem esse fluxo, nossa moeda continuará pressionada e sofrendo com os eventos externos.
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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