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Os riscos ainda seguem elevados. A guerra entre Rússia e Ucrânia completou um ano na semana passada, mas parece que ainda está longe de terminar. Os maiores riscos continuam sendo o aumento da inflação mundial e as mudanças nas configurações das relações comerciais globais. Os EUA seguem com inflação acima do nível desejado pelo Banco Central e o risco de novos aumentos de juros por lá voltou ao radar. Europa continua registrando indicadores de crescimento abaixo do esperado e o risco de recessão aumenta a cada dia. A China parece que voltou a crescer, mas os dados ainda são pouco conclusivos, para não dizer, pouco confiáveis, com risco de sermos surpreendidos negativamente.
O reflexo do conjunto das informações listadas acima para o Brasil talvez não seja direto, mas é inevitável. Emergentes que somos, dependemos do bom desempenho das economias centrais para também evoluir. Nossa taxa de câmbio permanece em nível elevado, próxima dos US$/R$5,20, bem como as projeções de inflação e juros. Com isso, o mercado estima crescimento abaixo de1% para o final deste ano, o que é muito pouco. E ainda temos um risco relacionado ao cenário fiscal, que segue indefinido. Então, ainda é cedo para dizer que vamos ver uma taxa de câmbio mais baixa no curto prazo.
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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