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Desde o início deste ano, o real valorizou mais de 15% impulsionado, principalmente, pelo diferencial de juros interno e externo. Enquanto no Brasil a taxa Selic está em 11,75%, nos EUA a taxa de juros ainda é menor do que 1%. Ou seja, aos olhos dos investidores, é mais vantajoso direcionar seus recursos para o país com maior taxa de juros. Isso, de certa forma, tem contribuído para a queda do dólar por aqui, via fluxo de investimentos de curto prazo. Contudo temos que lembrar que o pano de fundo da nossa economia não é dos melhores, com inflação ainda muito alta e expectativa de crescimento muito baixa.
Assim, fica difícil acreditar que esse fluxo se sustente no médio prazo. Nesta semana, por exemplo, haverá divulgação da ata do FED e qualquer sinalização de que o Banco Central americano irá subir ainda mais os juros pode minar o bom comportamento da nossa moeda. Além disso, temos uma guerra em curso, que gera volatilidade nos mercados e eventual pressão nas moedas emergentes. Por fim, e não menos importante, anos eleitorais são marcados por pressão na taxa de câmbio, pela incerteza que o assunto gera. Esse ano pode não ser diferente. Mas quando se fala de taxa de câmbio, tudo pode acontecer.
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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