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Em meio ao feriado nacional e ao amontoado de questões e preocupações relacionadas ao coronavírus, o México e a Turquia fizeram uma reunião extraordinária de política monetária e decidiram baixar as respectivas taxas de juros. Com isso, o mercado aqui no Brasil começou a considerar que acontecerá o mesmo e que a Selic terá um corte de até 0,75 bps na reunião de maio, ou possivelmente antes dela, assim como fizeram nossos amigos emergentes. Trata-se apenas de um comportamento especulativo de mercado? Sim, mas que afeta nossa taxa de câmbio. Não tem jeito.
Assim, o dólar voltou a atingir novo recorde, ultrapassando a cotação de R$/US$5,35. Lembram da máxima? Juros mais baixos aqui, investidor estrangeiro retira dinheiro do país para procurar ativos mais atrativos. Continua acontecendo. A isso soma-se o clima político brasileiro, que segue destoando dos demais emergentes, fazendo com que nossa moeda se desvalorize ainda mais. E assim seguimos, com o real sendo uma das moedas emergentes que mais se depreciou desde o início deste ano, com alta de mais de 30%. Se continuarmos assim, com tantas incertezas e pouca cooperação, mais recordes históricos poderão vir.
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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