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Iniciamos o ano com o sentimento de que estávamos entrando em um ciclo mais positivo no mercado de câmbio. Para se ter ideia, no primeiro mês do ano, o real valorizou mais de 5% frente ao dólar. Contudo, em fevereiro, voltamos a ver pressão na nossa moeda e até o fechamento de ontem, já tivemos uma desvalorização de mais de 3%. Parte dessa pressão está ligada ao cenário externo, já que a expectativa de continuidade do ciclo de aperto monetário por parte do FED tende a pressionar as moedas emergentes. Além disso, as indefinições sobre o arcabouço fiscal trazem um ponto de incerteza adicional e contribuem para aumento da aversão ao risco.
Com isso, as projeções seguem pressionadas. O mercado continua acreditando que o dólar não vai ficar abaixo dos R$/US$5,25. Nós acreditamos que, se o arcabouço fiscal for bem desenhado, há chances de vermos um alívio na nossa taxa de câmbio ao longo do ano. Isso abriria espaço para a inflação desacelerar um pouco e, consequentemente, o Banco Central teria espaço para iniciar o ciclo de redução da Selic. Mas claro que estamos dependendo muito de uma variável bastante subjetiva, então, muita água ainda vai rolar, literalmente!
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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