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Relatórios de economia
1/9/2026

Agosto passou e o que mudou?

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA: Agosto foi um mês marcado por bastante oscilação nos mercados, principalmente por conta das mudanças nas expectativas para os juros nos Estados Unidos. Ao longo do mês, o mercado alternou entre a possibilidade de cortes pelo Fed e uma postura mais dura da autoridade monetária, especialmente diante da resistência dos dados mais recentes de inflação e da força ainda presente na economia americana, sobretudo no mercado de trabalho. Esse cenário ganhou força na última semana, com um discurso mais duro do presidente do Fed, aumentando novamente as dúvidas sobre o ritmo de redução dos juros. Por aqui, as incertezas em relação ao conflito no Oriente Médio e o início da corrida eleitoral também contribuíram para aumentar a cautela dos investidores.

CONSEQUÊNCIA: Esse cenário acabou se refletindo na evolução da nossa taxa de câmbio, que oscilou bastante ao longo do mês, enquanto as projeções para a economia brasileira também passaram por alguns ajustes. No final de julho, o Focus projetava IPCA de 5,03% para 2026, Selic de 13,75%, dólar a R$ 5,20 e crescimento do PIB de 1,99%. Um mês depois, as projeções estão em 5,01% para a inflação, 13,75% para a Selic, R$ 5,20 para o câmbio e 1,92% para o PIB. Ou seja, apesar de toda a volatilidade observada ao longo de agosto, as expectativas para o final do ano mudaram pouco. A inflação e o câmbio praticamente não se alteraram, a projeção para a Selic permaneceu em 13,75% e houve apenas uma pequena revisão para baixo no crescimento. Isso mostra que o mercado ainda não mudou de forma relevante sua visão para a economia brasileira, embora o caminho até essas projeções tenha ficado mais turbulento.

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Everyday economy

A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.

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