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Os olhos dos investidores estão voltados para as decisões dos juros nos EUA e aqui no Brasil, que acontecem amanhã, quarta-feira. A expectativa de que o Banco Central Americano irá subir mais os juros para conter o forte avanço da inflação tem pressionado as moedas emergentes. Isso acontece, pois juros mais altos em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil e, com isso, o dólar sobe. Além disso, se o Banco Central mantiver a Selic em 13,75% a.a. ajudará esse movimento. Por outro lado, se o Copom fizer um ajuste residual de 0,25 p.p. na Selic, como apontam algumas estimativas, essa pressão no dólar poderá ser parcialmente reduzida.
Em meio a tantas incertezas, volatilidade continua sendo a principal característica do mercado de câmbio. Estamos vivenciando um ambiente bastante adverso, com uma guerra ainda em curso e países da Europa enfrentando crise energética; temor de recessão mundial, por conta do aumento nos juros das economias centrais; e estamos em um ano eleitoral, que geralmente é marcado por pressão no câmbio. Então, é difícil imaginar que esse período de aversão ao risco esteja próximo do fim. Nós achamos que ainda demora um pouco para melhorar.
A summary of the main events of each day that may influence the exchange rate, all in less than 1 minute.
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