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9/10/26

Pay By Alias: uma nova experiência para os pagamentos cross-border

By

Michele Loureiro

Enviar dinheiro para outro país faz parte da rotina de muitas pessoas e empresas. Seja para pagar um fornecedor, receber por um serviço, enviar recursos para familiares ou realizar uma compra no exterior, os pagamentos internacionais conectam diferentes mercados, moedas e sistemas financeiros.

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Mas, apesar de fazerem parte de uma economia cada vez mais globalizada, essas transações ainda podem envolver uma jornada mais complexa do que aquela à qual estamos acostumados nos pagamentos domésticos.

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No Brasil, por exemplo, o Pix tornou transferências instantâneas mais simples ao permitir que o usuário utilize informações familiares, como uma chave Pix, em vez de precisar memorizar ou preencher todos os dados bancários do beneficiário.

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No cenário internacional, entretanto, a identificação do beneficiário tradicionalmente depende de informações como número da conta, código do banco e outros dados necessários para direcionar a transação corretamente.

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É justamente nessa diferença de experiência que está um dos próximos desafios dos pagamentos cross-border: como levar para as transações internacionais a mesma simplicidade que os consumidores já experimentam em seus mercados domésticos?

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Por que pagamentos internacionais ainda exigem tantosdados?

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Uma transferência internacional envolve a conexão entre instituições financeiras, sistemas de pagamento, moedas e jurisdições diferentes.

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Para que o recurso chegue ao destinatário correto, é necessário identificar adequadamente o beneficiário e fornecer as informações necessárias para que a operação seja processada.

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Essa estrutura é fundamental para a segurança e a rastreabilidade das transações, mas também pode tornar a experiência menos intuitiva para o usuário.

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É uma situação diferente daquela encontrada em sistemas domésticos de pagamento instantâneo. No Brasil, por exemplo, uma pessoa pode realizar uma transferência utilizando uma chave Pix, sem precisar conhecer todos os dados da conta de destino.

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A evolução dos pagamentos internacionais passa, portanto, não apenas por tornar a liquidação mais rápida, mas também por simplificar a experiência desde o início da operação.

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A evolução dos pagamentos cross-border

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A indústria financeira vem trabalhando para tornar os pagamentos internacionais mais rápidos, previsíveis e transparentes.

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A Swift, uma das principais infraestruturas de mensagens financeiras do mundo, informa que 75% dos pagamentos realizados em sua rede já chegam ao banco recebedor em até 10 minutos – e, em muitos casos, em segundos. Em junho de 2026, a organização também lançou seu framework para consumer payments, que já reúne mais de 100 bancos.

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Agora, o próximo passo está relacionado à experiência do usuário.

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Em setembro de 2026, a Swift anunciou uma iniciativa que reúne bancos, provedores de serviços de pagamento e empresas de tecnologia de diferentes mercados para explorar uma nova forma de iniciar pagamentos internacionais: o Pay By Alias.

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A proposta é utilizar identificadores que as pessoas já conhecem e utilizam em seus sistemas de pagamento domésticos, como número decelular, endereço de e-mail ou endereços virtuais de pagamento, para identificar o beneficiário de uma transação internacional.

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Na prática, a ideia é aproximar duas experiências que hoje ainda são bastante diferentes.

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O conceito do Pay By Alias busca aproximar a experiência internacional da primeira jornada, sem abrir mão da infraestrutura necessária para que a transação seja processada com segurança.

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Pay By Alias: conectando experiências de pagamento

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A iniciativa da Swift parte de uma realidade que já existe em diferentes mercados.

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Na Espanha, sistemas como o Bizum permitem pagamentos utilizando identificadores associados ao usuário. Na Austrália, o Pay ID possibilita o envio de recursos por meio de informações como número de celular ou e-mail. No Brasil, o Pix tornou esse tipo de experiência parte do cotidianode milhões de pessoas.

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A proposta agora é explorar como esses identificadores podemser utilizados também em transações internacionais.

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Para isso, a Swift está trabalhando com instituições dediferentes mercados e buscando conectar esses ecossistemas à sua rede global.Entre as organizações participantes está o Ouribank.

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No caso brasileiro, um dos pontos centrais da iniciativa éjustamente explorar a conexão entre o ecossistema do Pix e a rede global daSwift.

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Como explica Bruno Foresti, Diretor de Tesouraria e Hub, a iniciativa representa um passo na evolução dos pagamentos internacionais aoaproximar a simplicidade das experiências domésticas de pagamentos dastransações cross-border. Segundo ele, conectar o ecossistema Pix à rede globalda Swift pode contribuir para construir uma forma mais simples, rápida e segurade movimentar recursos entre países.

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O que muda para quem realiza um pagamento internacional?

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A mudança proposta vai além de substituir uma informaçãobancária por um número de celular ou e-mail.

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Ela representa uma transformação na própria jornada dousuário.

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Hoje, ao realizar uma transferência internacional, énecessário lidar com informações que podem ser pouco familiares para quem nãotrabalha diariamente com operações financeiras.

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Com o uso de aliases, a experiência pode se tornar maisintuitiva: o usuário identifica o destinatário por uma informação que jáconhece, confirma quem receberá os recursos e inicia a operação.

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Isso pode contribuir para uma jornada com menos etapas,menor possibilidade de erro no preenchimento dos dados e uma experiência maispróxima daquela que as pessoas já conhecem nos pagamentos domésticos.

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É importante destacar que a iniciativa anunciada pela Swiftestá em desenvolvimento. O objetivo, neste momento, é explorar e construir essacapacidade em conjunto com as instituições participantes.

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O papel do Ouribank nessa transformação

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A participação do Ouribank nessa iniciativa reforça umafrente que faz parte da atuação do banco: conectar empresas e pessoas àsoportunidades do mercado global por meio de câmbio, pagamentos internacionais etecnologia. Ou seja, transformar fronteiras em possibilidades.

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Para empresas que precisam movimentar recursos entre oBrasil e outros países, uma operação internacional envolve muito mais do quesimplesmente enviar dinheiro. É necessário considerar a moeda, a finalidade daoperação, os requisitos regulatórios, o câmbio e toda a infraestruturanecessária para que os recursos cheguem ao destino.

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O Ouribank oferece soluções de câmbio e pagamentosinternacionais, além de APIs e integrações voltadas a empresas que precisamincorporar essas funcionalidades às suas próprias jornadas digitais. Aestrutura também contempla integração com Pix e soluções para diferentesmodelos de negócio, como fintechs, empresas de pagamento, marketplaces ee-commerces.

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Do Pix aos pagamentos cross-border, o próximo passo é fazercom que as fronteiras sejam cada vez menos uma barreira para a experiênciafinanceira.

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E iniciativas como o Pay By Alias mostram que essatransformação está sendo construída de forma colaborativa, conectandodiferentes sistemas, instituições e mercados para aproximar o pagamentointernacional da experiência que o usuário já conhece em seu dia a dia.

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