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Relátórios de economia
14/4/2026

De olhos bem vendados

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA: Enquanto o preço do petróleo não decide para qual lado vai, por conta das incertezas relacionadas à Guerra entre EUA e Irã, seguimos acompanhando o cenário econômico quase que com uma venda nos olhos. Fica difícil traçar qualquer cenário em um ambiente tão volátil como o que temos acompanhado nas últimas semanas. Alguns impactos já podem ser mais visíveis e “palpáveis”, como um possível aumento nos preços dos combustíveis, que já se reverberou nos dados oficiais de inflação (vide IPCA de março divulgado na última semana), mas, ainda assim, é cedo para afirmar se esse comportamento irá continuar ou não. Além disso, tem ativo local que parece estar passando ileso a toda essa aversão ao risco vinda de fora – olá dólar! Até quando? Também não sabemos.

CONSEQUÊNCIA: Em um ambiente como esse, a tendência é de aumento da cautela e revisões frequentes de cenário, tanto por parte do mercado quanto das autoridades econômicas. A volatilidade do petróleo pode acabar contaminando as expectativas de inflação à frente (e já está!), especialmente se houver repasses mais persistentes para combustíveis, o que, por sua vez, pode limitar o espaço para cortes de juros ou até exigir uma postura mais conservadora do Banco Central. No câmbio, mesmo que o real tenha mostrado resiliência até aqui, esse movimento pode não se sustentar caso o cenário externo se deteriore ou o conflito se intensifique, trazendo de volta a pressão sobre a moeda. No fim, o principal efeito é um ambiente de maior incerteza, que dificulta decisões de investimentos, reduz a previsibilidade e mantém as projeções — como as do Focus — mais sensíveis a qualquer novo ruído no cenário global.

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