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CAUSA: Sabemos que ano eleitoral costuma ser marcado por muita emoção no Brasil e chega a ser inocência acreditar que neste ano seria diferente. Na semana passada, já tivemos mais um episódio que trouxe emoção (quer dizer, volatilidade) aos ativos brasileiros, principalmente à taxa de câmbio. Vazamento de áudios e medidas que podem aumentar gasto público sem um contraponto importante de receita foram apenas alguns dos motivos que fizeram nossa taxa de câmbio voltar a ficar pressionada. Soma-se a isso uma grande incerteza relacionada ao contexto geopolítico, com vai e vem infinito de fechamento e reabertura do importante Estreito de Ormuz, ficando praticamente impossível fazer qualquer projeção que dure mais de uma semana. Dias difíceis para os economistas. Bom, não é a primeira vez que isso acontece e nem será a última. Então, peguem o balde de pipoca que o show está apenas começando, e não é por conta da aproximação da Copa do Mundo!
CONSEQUÊNCIA: Tanta incerteza já está sendo repassada às projeções econômicas e o Boletim Focus do Banco Central confirma este cenário. Na edição publicada ontem, 18/05, o relatório trouxe mais uma rodada de revisões para cima nas projeções de inflação: o IPCA projetado para 2026 chegou a 4,92% — décima alta consecutiva e bem acima do teto da meta de 4,5%. A Selic esperada para o fim do ano também subiu de 13% para 13,25%, sinalizando que o mercado passou a precificar juros elevados por ainda mais tempo. O dólar, por sua vez, ficou estável na mediana de R$/US$ 5,20 para 2026 — mas o número diz pouco num cenário em que uma semana de ruído político ou uma notícia do Estreito de Ormuz é suficiente para mover o câmbio de forma mais intensa. Assim, as projeções de fim de ano viram quase um exercício acadêmico, quando a variância diária rivaliza com a própria projeção. Os economistas agradecem a confiança.

Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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