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Esta semana será pautada pela última decisão do Copom do ano, que acontecerá na próxima quarta-feira. A expectativa é que o Banco Central eleve a Selic em 1,50 p.p. para 9,25% a.a.. O avanço da inflação continua sendo o principal motivo para a elevação da taxa de juros, apesar do crescimento econômico estar sendo constantemente revisado para baixo. Além disso, as indefinições que cercam a PEC dos precatórios seguem no radar e devem continuar gerando volatilidade. Isso sem falar na expectativa de alta de juros nos EUA, que acaba refletindo no comportamento de todas as moedas emergentes.
Ou seja, o pano de fundo macroeconômico brasileiro ainda é bastante incerto, então, a pressão na nossa taxa de câmbio deve continuar. Inclusive, tivemos mais uma rodada de piora nas expectativas por aqui. A mediana do mercado é que a taxa de câmbio fique em US$/R$5,56 no final deste ano e de US$/R$5,56 do próximo. Mas vamos lembrar que ano que vem é ano eleitoral e não podemos descartar a chance de ver esse câmbio ainda mais depreciado. A inflação também não deve dar trégua. Com mais expansão fiscal à vista teremos mais inflação, por isso é provável que a projeção do IPCA para 2022 fique acima dos 5,02% sinalizados pelo mercado. Então, o ajuste da Selic não deve parar nos 11,25%a.a..Vamos ver!
Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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