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Uma nova onda positiva abraçou os principais ativos do mercado brasileiro desde meados da semana passada, mesmo sem nenhum grande fundamento por trás de tudo isso. Mas o que aconteceu, afinal? Por que essa melhora repentina em meio ao auge da pandemia? Algumas coisas animaram os investidores, dentre as quais destacamos: 1. a reunião das nossas várias autoridades, mostrando uma possível melhora na coordenação política e no gerenciamento da crise atual, 2. o famoso vídeo da reunião ministerial, com conteúdo pra lá de impróprio para menores, mas que não trouxe nada de novo e nenhum estopim para um possível processo contra o presidente da República e 3. a sinalização de que o ciclo de queda dos juros pelo Banco Central está próximo do fim, o que acaba sendo bom tecnicamente para nossa moeda. Lembrem-se de que quanto mais baixo o juro, mais alto o dólar e vice-versa. Mas até quando esse bom humor vai durar?
As incertezas ainda são muitas. Não sabemos sequer se já atingimos o pico da pandemia ou se a situação ainda vai piorar por aqui. Será o Brasil o país com maior número de casos? Quando a retomada da nossa economia poderá acontecer de forma segura? Essa coordenação política vai continuar e teremos ações mais efetivas no combate à pandemia? São muitas perguntas e poucas respostas. Assim, o risco de piora para os mercados financeiros ainda é grande e a volatilidade deve continuar sendo a palavra da vez. Seguimos aguardando.
Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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