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Relatórios de economia
4/11/2026

Decisão do Copom, um lance de precisão

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA: A penúltima decisão do Copom acontece hoje e será uma das mais importantes do ano. Quem diria que chegaríamos ao final do ano com tanta incerteza pela frente, a ponto de colocar em dúvida até mesmo os próximos passos do Banco Central. O Copom chega à reunião desta quarta-feira em um cenário diferente daquele que tínhamos antes das eleições. A expectativa de um novo corte de juros perdeu força, diante da pressão sobre o câmbio e da piora recente nas projeções de inflação. Com isso, aumentaram as hipóteses de que o Banco Central mantenha a Selic em 13,75% ao ano. Ainda assim, mantemos nossa expectativa de que o BC seguirá o plano de voo, promovendo mais um corte de 0,25 ponto percentual amanhã, levando a taxa para 13,50% (que, vamos ser bem sinceros, ainda é uma taxa bastante alta!). O Focus também aponta para mais uma redução até o fim do ano, embora parte do mercado já trabalhe com a possibilidade de uma pausa na decisão de hoje. O desafio do Banco Central é equilibrar os sinais de desaceleração da atividade com os riscos que ainda cercam a inflação. 

 

 

CONSEQUÊNCIA: Mais importante do que a decisão em si será entender o que o Banco Central pretende fazer daqui para frente. Uma pausa não significa necessariamente o fim do ciclo de cortes. Da mesma forma, um novo corte não garante que os juros continuarão caindo nas próximas reuniões. O mercado permanecerá atento principalmente à avaliação do BC sobre o câmbio, as expectativas de inflação e o cenário fiscal. Essa sinalização também influencia o custo do crédito. Afinal, as taxas cobradas em financiamentos não dependem apenas da Selic atual, mas também das expectativas para os juros futuros e da percepção de risco. Por isso, mesmo que a Selic caia, o custo dos empréstimos pode continuar elevado.

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