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Relatórios de economia
20/10/2026

Atividade perde força, mas inflação ainda é uma questão

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA: Os últimos dados da economia brasileira mostram que a atividade está perdendo fôlego, mas a inflação parece ainda preocupar. Na sexta-feira, o Banco Central divulgou o IBC-Br de agosto, que subiu 0,3% em relação a julho, depois de uma queda de 0,3% no mês anterior. O resultado foi positivo, mas não muda a leitura de desaceleração da economia: na média móvel de três meses, o indicador recuou 0,6%. Do lado dos preços, o IGP-10 de outubro subiu 1,76%, acelerando em relação à alta de 1,47% de setembro e ficando acima das expectativas do mercado. A pressão veio principalmente dos preços ao produtor, com destaque para a gasolina e alguns produtos agropecuários. Questão é que, mesmo com a economia crescendo menos, os custos continuam pressionados e podem chegar ao consumidor, dificultando o trabalho do Banco Central.

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CONSEQUÊNCIA: Para a política monetária, essa combinação acaba sendo pouco confortável. A desaceleração da atividade pode ajudar a reduzir a inflação mais à frente, mas a alta dos preços ao produtor mostra que ainda há riscos no caminho. Isso reforça a necessidade de acompanhar os próximos indicadores de inflação antes de alterar qualquer mudança na trajetória dos juros. Para o câmbio, juros elevados ajudam a sustentar o diferencial em relação às economias desenvolvidas, mas as incertezas sobre a inflação e o cenário fiscal e eleitoral podem aumentar a volatilidade do real. A questão é saber se a perda de ritmo da economia será suficiente para aliviar os preços ou se a pressão dos custos continuará limitando o espaço para reduzir os juros. Os próximos dados de inflação e atividade serão importantes para responder a essa pergunta.

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