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Relátórios de economia
27/1/2026

Superquarta temperada

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA: A cautela que domina os mercados globais tem origem em um conjunto de incertezas que se sobrepõem e se reforçam mutuamente. As tensões geopolíticas seguem elevadas, aumentando a percepção de risco e a volatilidade nos ativos, ao mesmo tempo em que volta ao radar a possibilidade de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos, com potenciais impactos fiscais e institucionais. Esse pano de fundo é agravado pela expectativa em torno das decisões de política monetária – a famosa Superquarta que acontecerá amanhã, tanto do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, quanto do Federal Reserve, nos EUA, em um momento em que investidores tentam calibrar cenários para juros, inflação e atividade econômica. Ou seja, mais do mesmo, com uma pitada adicional de incerteza externa.

CONSEQUÊNCIA: Como consequência, o ambiente de maior incerteza estimula uma postura defensiva nos mercados financeiros. Investidores tendem a reduzir exposição a ativos de maior risco, priorizando instrumentos considerados mais seguros ou líquidos, como moedas fortes, títulos soberanos e aplicações de curto prazo. Esse movimento de busca por proteção se reflete em maior volatilidade nos mercados acionários, ajustes nos fluxos internacionais de capitais e uma postura mais seletiva na alocação de recursos, enquanto os agentes aguardam sinais mais claros sobre o rumo da política monetária e do cenário global. Contudo vale destacar que, embora esse movimento de buscar por proteção tenda a fortalecer o dólar, nossa moeda segue se beneficiando do diferencial de juros positivos. As decisões de amanhã serão importantes para dimensionar se esse movimento deverá continuar ou não.

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