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22/1/26

Como o Hub de Soluções apoia empresas na internacionalização de seus negócios

Por

Michele Loureiro

A internacionalização deixou de ser um movimento pontual e passou a ocupar posição estrutural na estratégia de crescimento de empresas brasileiras. Em um cenário marcado pela reorganização das cadeias globais de valor, pela diversificação de fornecedores e pelo avanço do comércio digital, operar além das fronteiras tornou-se uma condição para sustentar competitividade e escala. Esse processo, no entanto, impõe desafios relevantes, especialmente no campo financeiro, onde volatilidade cambial, acesso a crédito, eficiência nos pagamentos internacionais e previsibilidade de caixa se tornaram variáveis críticas para o sucesso das operações.

Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que mais de 60% das pequenas e médias empresas que atuam no comércio internacional enfrentam dificuldades relacionadas à gestão financeira de suas operações globais. No Brasil, esses obstáculos são ampliados por um ambiente regulatório complexo e por um histórico de fragmentação das soluções financeiras voltadas ao comércio exterior. “Operar no exterior exige estrutura financeira, previsibilidade e integração entre diferentes frentes do negócio”, afirma Bruno Foresti, diretor do Ouribank.

A fragmentação financeira como obstáculo à expansão global

Historicamente, câmbio, trade finance e pagamentos internacionais foram tratados como frentes independentes, operadas por diferentes instituições, plataformas e equipes. Esse modelo elevou custos operacionais, aumentou riscos de execução e reduziu a capacidade das empresas de enxergar suas operações internacionais de forma integrada. Segundo levantamento do International Trade Centre (ITC), a complexidade financeira responde por até 30% das falhas em processos de internacionalização em mercados emergentes. “Os principais entraves à expansão internacional não estão na entrada em novos mercados, mas na gestão cotidiana das operações financeiras associadas a eles”, observa o executivo.

A volatilidade cambial é um dos pontos mais sensíveis dessa equação. Em um ambiente marcado por oscilações frequentes das principais moedas, a ausência de instrumentos adequados de proteção pode comprometer margens e inviabilizar contratos. Estudos do Banco Mundial mostram que empresas com estruturas financeiras mais integradas apresentam ganhos de eficiência operacional de até 20% em operações transfronteiriças. “Quando câmbio, crédito e pagamentos conversam entre si, o financeiro deixa de atuar de forma reativa e passa a assumir um papel estratégico no processo de internacionalização”, afirma o executivo do Ouribank.

Infraestrutura da internacionalização

É nesse contexto que o Hub de Soluções do Ouribank se insere como uma resposta estrutural aos desafios da internacionalização. Nos últimos anos, o modelo foi desenhado para centralizar todas as etapas das operações globais das empresas em um único ambiente, integrando câmbio, trade finance e pagamentos internacionais de forma coordenada. Mais do que reunir produtos, o hub atua como uma camada operacional que conecta fluxos financeiros, prazos comerciais e estratégias de expansão internacional.

Na frente de câmbio, o foco está em apoiar importações, exportações e remessas internacionais com soluções alinhadas à dinâmica real dos negócios, permitindo maior previsibilidade e proteção contra oscilações inesperadas. No trade finance, o hub viabiliza estruturas de crédito sob medida, fundamentais para sustentar operações recorrentes, alongar prazos e reduzir a pressão sobre o capital de giro. Já nos pagamentos globais, a integração tecnológica, a agilidade na execução e o suporte especializado tornam-se elementos centrais para garantir eficiência, rastreabilidade e fluidez nas transações internacionais.

“Centralizar essas frentes em um único ambiente permite que as empresas tenham mais controle, visibilidade e eficiência sobre suas operações internacionais, reduzindo fricções e riscos operacionais”, explica Foresti. A lógica acompanha uma tendência global apontada por instituições como o Bank for International Settlements (BIS), que projeta crescimento médio superior a 6% ao ano no volume de pagamentos transfronteiriços até o fim da década, impulsionado pela digitalização do comércio e pela maior integração das cadeias produtivas.

Em 2026, com a intensificação dos fluxos internacionais de capital, comércio e serviços, os pagamentos internacionais tendem a ganhar ainda mais relevância na estratégia das empresas. Nesse cenário, contar com uma infraestrutura financeira capaz de integrar câmbio, crédito e pagamentos deixa de ser um diferencial e passa a ser um fator decisivo de competitividade. “Nos últimos anos fomos costurando a luva ao entorno da mão do cliente, ou seja, construímos a solução a partir das demandas. Agora, já temos modelos padrões e um estoque de ferramentas que pode ser combinado para trazer ganho de escala para vários parceiros”, diz.

Ao reunir tecnologia, estrutura financeira e atendimento próximo em um único ambiente, o Ouribank consolida sua posição como referência no apoio à internacionalização de empresas brasileiras. “Transformar fronteiras em possibilidades passa por entender a complexidade do cenário global e oferecer soluções financeiras integradas que sustentem o crescimento no longo prazo”, conclui o executivo do banco.

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