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18/6/26

APIs, pagamentos integrados e o desafio de escalar fintechs

Por

Michele Loureiro

O mercado brasileiro de fintechs vive um momento de consolidação e amadurecimento. Segundo levantamento da plataforma de inovação Distrito, o país reúne mais de 1.500 companhias ativas e continua liderando o ecossistema na América Latina. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que essas empresas ampliem sua base de clientes, lancem novos produtos e processem volumes cada vez maiores de transações sem aumentar custos na mesma proporção.

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Nesse cenário, a capacidade de escalar deixou de depender apenas da qualidade do produto ou da estratégia comercial. Cada vez mais, ela está ligada à infraestrutura tecnológica que sustenta a operação. É aí que entram as APIs, mecanismos que permitem a comunicação entre diferentes sistemas e funcionam como pontes digitais que conectam plataformas e automatizam a troca de informações. Graças a elas, fintechs, marketplaces e empresas de tecnologia conseguem integrar pagamentos, contas, recebimentos, operações de câmbio e outros serviços financeiros diretamente às suas estruturas, sem precisar desenvolver toda a infraestrutura do zero.

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Essa capacidade de integração vem se tornando um dos principais fatores de competitividade do setor. Segundo levantamento citado pelo Sebrae, empresas que automatizam processos financeiros podem reduzir em até 70% o tempo dedicado a essas atividades. O dado ajuda a explicar por que APIs deixaram de ser uma ferramenta exclusivamente tecnológica para se tornar um instrumento de crescimento.

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A lógica é simples: quanto menos tempo as equipes gastam com tarefas operacionais, maior a capacidade de direcionar esforços para inovação, expansão comercial e desenvolvimento de novos produtos. Essa mudança está transformando a forma como os serviços financeiros são oferecidos. Em vez de produtos isolados, pagamentos, contas e operações cambiais passam a funcionar como componentes integrados dentro de uma única jornada digital.

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“A grande tendência é a interoperabilidade”, afirma João Costa Pereira, head de Trade Finance do Ouribank. “Quando isso acontecer as fronteiras financeiras deixam de ser um obstáculo e se tornam uma ponte para novos negócios”, completa.

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Crescimento exige integração

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Durante muito tempo, o crescimento de uma empresa era acompanhado pela expansão de suas equipes operacionais. Mais clientes significavam mais pessoas para processar pagamentos, realizar conciliações, validar documentos e acompanhar operações. Hoje, a tecnologia está mudando essa equação. Com APIs e integrações, grande parte dessas atividades pode ser automatizada. Informações passam a circular entre sistemas de forma instantânea, reduzindo retrabalho, eliminando processos manuais e aumentando a eficiência operacional.

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Para fintechs, esse ganho é particularmente importante. Em um mercado altamente competitivo, velocidade de lançamento, experiência do usuário e capacidade de adaptação são fatores decisivos. Quanto mais simples for incorporar novos serviços financeiros à plataforma, mais rapidamente a empresa consegue responder às demandas do mercado.

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Não por acaso, pagamentos integrados, digitalização do comércio exterior, operações multimoeda e inteligência artificial estiveram entre os temas centrais da FELABAN 2025, um dos principais encontros do setor financeiro latino-americano.

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Segundo Pereira, eficiência, segurança e instantaneidade serão os pilares da próxima fase de transformação do mercado. “O cliente não quer o melhor produto financeiro do mercado. Ele quer o produto que traz mais benefício ao seu negócio. É isso que nos move.”

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A busca por jornadas mais simples também explica o avanço dos modelos de Banking as a Service (BaaS), que permitem que empresas ofereçam serviços financeiros sem precisar atuar como instituições financeiras tradicionais. Nesse contexto, APIs funcionam como a infraestrutura que conecta diferentes soluções e possibilita a criação de novas experiências para usuários e parceiros.

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Como o Hub de Soluções acelera operações

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Foi justamente para atender essa demanda crescente por serviços financeiros conectados que o Ouribank desenvolveu seu Hub de Soluções, um portal de APIs voltado para fintechs, correspondentes cambiais, empresas de tecnologia e parceiros que desejam incorporar funcionalidades financeiras às suas plataformas.

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A estrutura permite acessar pagamentos, contas, câmbio e serviços digitais por meio de uma única camada tecnológica. A proposta é simplificar o desenvolvimento de novos produtos, reduzir barreiras técnicas e acelerar a entrada de parceiros em operação.

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Os resultados já mostram o impacto dessa estratégia. Em pouco mais de um ano, o Hub de Soluções reduziu em 60% o tempo de onboarding, alcançou mais de 2 milhões de operações mensais processadas via APIs e registrou disponibilidade operacional de 99,5%. Com isso, permite escalar parcerias e viabilizar negócios internacionais com agilidade, controle e segurança, sustentados por uma estratégia robusta de API Management.

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Além da velocidade de conexão dos dados, o portal oferece documentação técnica estruturada, ambiente de testes e um catálogo modular de APIs que permite implementar serviços conforme a necessidade de cada negócio. Outro diferencial está na amplitude das soluções disponíveis. O ecossistema do Ouribank conecta pagamentos, contas, operações de câmbio e serviços financeiros digitais em uma mesma infraestrutura, reduzindo a necessidade de múltiplos fornecedores e simplificando a gestão operacional.

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Essa capacidade ganha ainda mais relevância em operações internacionais. O banco já utiliza seu Hub de Pagamentos e sua oferta de Banking as a Service para permitir que instituições estrangeiras utilizem contas em reais e se conectem à infraestrutura financeira brasileira. “Queremos que nossos clientes vendam na América Latina com a mesma facilidade com que vendem no Brasil”, afirma Pereira.

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No fim, a discussão sobre APIs não é apenas tecnológica. Ela reflete uma mudança mais ampla na forma como empresas acessam e utilizam serviços financeiros. Em um ambiente marcado por operações cada vez mais digitais e conectadas, a capacidade de simplificar processos e eliminar barreiras operacionais tende a se tornar um diferencial tão importante quanto o próprio produto oferecido ao cliente.

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