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CAUSA: O Banco Central divulgou ontem o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, que trouxe um sinal importante sobre o ritmo da nossa economia. O indicador caiu 0,64% em junho, na comparação com maio, resultado pior do que o esperado pelo mercado. Vale destacar que a queda não foi concentrada em apenas um setor: a indústria recuou 1,35% e os serviços, 0,52%, enquanto a agropecuária cresceu 0,96%. Quando olhamos para o segundo trimestre, a fotografia fica um pouco melhor, com alta de 0,18%, mas ainda mostra uma economia bem mais acomodada do que no começo do ano. No primeiro trimestre, vale lembrar, o IBC-Br havia crescido 1,3%. Então, o que temos agora é uma desaceleração mais clara do ritmo da atividade. Isso acontece justamente em um ambiente de juros elevados, crédito mais caro e condições financeiras mais apertadas. Claro que não se pode afirmar que esse resultado é consequência apenas dos juros, mas é uma peça importante que mostra que a política monetária restritiva está, aos poucos, chegando à economia real.
CONSEQUÊNCIA: Uma atividade mais fraca pode ser uma boa notícia para os juros, principalmente porque reforça a percepção de que a economia está desacelerando e pode ajudar a reduzir as pressões sobre a inflação futura. Com isso, a curva de juros pode continuar encontrando espaço para alguma redução, principalmente nos prazos mais curtos. Para o câmbio, a história é um pouco diferente: de um lado, juros menores reduzem o diferencial de juros e podem tirar um pouco do atrativo do real; de outro, uma economia mais fraca pode ajudar a inflação e, consequentemente, abrir espaço para uma política monetária menos restritiva. Ou seja, o dado não é exatamente uma notícia ruim para os mercados, mas também não é motivo para sair comemorando. A economia está desacelerando, sim. Agora, precisamos entender se estamos falando apenas de uma acomodação depois de um primeiro trimestre forte ou se essa redução do ritmo poderá ser mais intensa daqui para frente.

Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.
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